terça-feira, 5 de maio de 2009

Severino Silva

Vida e morte
pelas lentes de

Severino Silva




Mais uma mestre da fotografia para dar brilhos as nossos olhos.

Severino Silva é o cara, ele acumula histórias em uma carreira de superação, sensibilidade e sucesso. Hoje com 48 anos, lembra que o céu de Pirituba, cidadezinha onde nasceu, era azul e cheio de nuvens brancas que formavam desenhos graças a sua imigração infantil. Mas os adultos não entendiam. Intrigado, pensava: será que só eu vejo isso? Era o único também que quando a avó varria a casa, observava a poeira subir e se encontrar com os feixes de luz que entravam pelas frestas.

Severino desde muito cedo, já tinha um olhar diferenciado, que indicava para um olhar fotográfico, também tinha o costuma de voltar do trabalho, apreciando as revistas de fotografias nas bancas de jornal, e de tanto meditar nesse universo ganho uma câmera da sua mãe. Aos 16 anos de idade, pediu as contas no seu antigo emprego e foi até O Globo a procura de emprego, chegando lá, argumento que não sabia fazer nada, mas queria trabalhar, e por conta da sua sinceridade conquistou uma vaga para serviços gerais.

De tanto pedir dicas ao fotografo, conseguiu um estágio na editoria de fotografia durante as férias.

Ao cobrir o dia-a-dia no Rio de Janeiro, aprendeu a fazer um pouco de tudo: futebol, retratos, economia, violência.
No entanto, a capacidade de captar imagens marcantes, devido á sua sensibilidade e simplicidade ao documentar conflitos nas áreas de risco, rendeu-lhe reconhecimento profissional no mercado jornalístico.

Severino aprendeu que em primeiro lugar vem a segurança, em segundo a fotografia, por ultimo, a técnica.
Prevenido, deixa sempre a câmera ajustada no modo automático de prioridade de velocidade. Apesar dos riscos rotineiros, Severino ressalta que não existe foto que valha uma vida.

Envolto em temas que refletem a fé humana, acredita em Deus, sem seguir uma religião, “antes de sair para trabalhar, sempre agradece por mais um dia e pede a Deus ajuda-lo com intuito de não cometer injustiça com ninguém”.
Texto/Resenha: Carlos Negrulho
Fotos: Severino Silba (RJ).

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sound System Ambulante @ Virada Cultural 2009.


SKA roOTS Dub
roCKStady DanceHALL
AFRObeat RAGGA
Original São Miguel Paulista Jamaica style



Sound System Ambulante
@ Virada Cultural 2009.
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Domingo 03.05 dia de virada cultural, até pensei em ir, mas insegurança de passar uma tarde tumultuada não estava nos meus planos, fazer o que, não tinha bola de cristal para adivinhar se o evento realmente seria bacana. Optei por dar ouvido aos meus sentidos, e satisfiz minha alma, que clamava por refrigério.
Bom eu tinha algumas paltas na manga para cumpri, a virada era uma delas, como a da virada caiu, sai para fotografa alguns lugares memoráveis de São Miguel, as quais deram origem á cultura reggae no bairro, que por sinal é considerado a Jamaica brasileira. Ao termino da session fotográfica, me deparei com um sound-system “Sistema de Som” ambulante, sendo conduzido por uma figura muito conhecido da galera da região, carismático e sorridente eu me refiro a Iraque Jah 37 anos, vendedor de cd’s de reggae e suas vertentes há 3 anos.
Iraque é ex: vendedor de calçados, abandono ás vendas para fazer o que realmente gosta, uniu o útil ao agradável e desenvolveu uma forma de ganhar o pão de cada dia fazendo algo prazeroso, assim diz ele.
Conheceu o reggae no Maranhão, aonde o estilo é muito difundido, porém pego amor pela música, através das canções de Edson Gomes que é um dos ícones do estilo no Brasil. Esse sound system ambulante, a qual me refiro é um sistema de som de verdade, com posto de bateria de carro, potência e dois alto falantes de 16 polegadas, que tem capacidade de fazer uma festa na rua. Nesse sound ambulante, Iraque leva 700 títulos de artistas diferentes em cds, nos formatos mp3 e wave, é muito difícil perguntar sobre um artista ou álbum e ele não ter.
Bom eu estava em um propósito e acabei trombando essa figura, que inclusive eu só o conhecia de vista, engraçado que encontrei um brother que eu não imaginava ver naquele momento, Rafilsk foi compras alguns cds, aproveitei essa essa ponte é também parei conhecer o Sound system ambulante. Iraque termina o nosso bate bapo dizendo: que o reggae é uma forma de ganhar a vida.

Textos/ fotos: Carlos Negrulho

sábado, 2 de maio de 2009

CREW


Guetto House New Rave
Discopunk Electro Rock Break's
Miame Bass Bmore.





Crew é a festa que vem fazendo muito barulho em São Paulo, sem deixar de dizer que também é um dos projetos mais comentados e conceituados da cena eletrônica, pois surgiu no momento certo.

Atualmente a noite paulistana vem passando por mudanças e transições, a qual também tem ganhado novos formatos de festas.

Por exemplo, no final de 2007 em quanto as festa de rock se consolidava, ganhando espaço em grandes casas noturnas, as raves já não atingiam o mesmo numero de público, que até então crescia fora do normal, Não foi somente o público das raves que mudaram, aderiram também outros estilos de musicais como “electro-house” intitulado (rebolation), termo que surgiu á partir dos novos seguidores de festas raves, que associaram o clima do psy-full on com a dança das micaretas, que são carregadas de sensualidade.
Por conta de decretos judiciais e outros motivos, as festas raves perdeu popularidade, tendo parte do público disperso.

Porém em meio á tantas mudanças na cena eletrônica, á noite paulista ganho novas festas, uma delas é a Crew,

O projeto Crew nasceu da vontade de Philip A de ter um núcleo de DJs que não se limitam a um estilo, mas que gostam de Guetto House, New Rave, Discopunk, Bmore e Mashups e organizar a partir daí uma festa que englobe todos esses estilos e que tenha um clima de celebração. As referências vieram da francesa Ed Banger, que tem entre seus artistas Justice, Busy P e Sebastian e que se reúnem eventualmente para festas apenas com DJs desta gravadora e da festa australiana One Love (http://www.onelove.com.au/). Para levar a frente o projeto, Philip A saiu atrás de DJs com gostos similares e conseguiu reunir nomes como Gil Bárbara, Zegon, Mix Hell (Iggor Cavalera e Laima Leyton), Roots Rock Revolution (Fabio e Mexicano), Gorky (Bonde do Role), DataBase (Lucio e Yuri), Tchiello K., Rebel DJs (Fabilipo e Lalai), Fabrizio (Hateen) e o seu projeto Killer On The Dancefloor, junto com o DJ Fatu.

Esse time de Dj’s tem dado o que falar nas pistas paulistana. Terça-feira dia 28.04 não foi diferente, a festa Crew mostrou o porquê tem feito tanto sucesso em sampa, e conquistado elogios das mídias especializadas, tudo isso com direito a indicação ao premio melhor noite/projeto de São Saulo. Os Dj se revezam pela noite, usando e abusando dos equipamentos de Dj’s e suas novas plataformas de extensão como: computadores, time code, baterias eletrônicas e por ai vai, tudo isso para fazer um som diferenciado, a qual misturam vários estilos de música em um só set, sem deixar de citar as suas produções próprias que estão no gosto da galera, que por sua vez se mostram um publico moderno, descontraído e fiel, que comparecem em todas as festas.
A festa tem peridiocidade quinzenal alternando entre os clubes Glória e D.Edge.
Para quem ainda não conhece esse projeto vale a pena conferi.


Texto: Carlos Negrulho
Fotos: Staff Crew
Fonte: www.festacrew.com

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gary Knight

A fotografia como arma para um
MUNDO MELHOR


Esse foi um dos registros que Gary Night fez em uma das suas visitas no Brasil (RJ). Gary é inglês, tem 43 anos, em suas fotos denuncia crimes de guerra e contra a humanidade, utiliza a fotografia como ferramenta para a sua contribuição para melhora o planeta. O seu interesse por fotografia veio através do seu pai que, nos finais de semanas saia para passeios com a família disposto a tirar fotos de pessoas. No entanto, com o passar do tempo, a atenção de Gary acabou por se voltar as imagens captadas na guerra do Vietnã, porém a sua primeira oportunidade de trabalho foi registrando festivais de rock, clicou de Iggy Pop a Ramones.
Para quem estuda fotojornalismo e fotodocumentário como eu, Gary nos deixa um conselho: “Não seja medroso, tenha medo”. Segundo l, não é tão difícil. È necessário adquirir experiência e conhecer o funcionamento de uma guerra. Saber como as pessoas se portam quando atacadas e em perigo.
E para os que estão em dúvida sobre qual caminho seguir, vai ai outro conselho: “ Ninguém deve tentar seguir o meu caminho e sim, escolher algo pelo qual nutra paixão. Por exemplo se a proposta é a de fazer um projeto sobre um favela, tem que mostra os sentimentos das pessoas que moram nela e não mostra apenas os retratos”.
Gary se considera um contador de histórias, se dedica ao seu trabalho em tempo integral.
Na sua ultima vinda ao Brasil, veio somente para dar workshop, não se preocupou em fotografar, porém em sua breve passagem identifico muitos problemas, como a corrupção e a desigualdade social.
Há 20 anos Gary documenta as áreas mais pobres do mundo, entre outros assuntos. Em suas fotos, ele evita usar qualquer tipo de abordagem que traga constrangimento, como por exemplo, afirma erroneamente que uma mulher é prostituta. Suas imagens quando publicadas ganham vozes que falam naturalmente aos ouvidos de milhares de leitores pelo mundo a fora.

Entretanto, ao fotografar situações tão criticas, Gary tem um cuidado especial: registrar as pessoas pobres sem mostrá-las de forma humilhante.
Texto: Carlos Negrulho
Foto: Gary Knight

sábado, 25 de abril de 2009

Batida do Coração


Esse é o flyer da festa Batida do Coração, que é promovida pelo artista Zinho Trindade em Embu das Artes, ele é ator, cantor e poeta, Zinho vem mantendo a tradição cultural da família Trindade na cidade de Embu. Seu finado avô Trindade Solano foi o primeiro a escrever, com especialidade, para negros na época em que viveu. Solano era poeta, pintor, teatrólogo, ator folclorista. A Batida do Coração é uma festa que uni música e cultura brasileira em seus diversos aspectos, que vão da poesia ao folclore. No dia 30.04 eu fui um dos convidados de Zinho Trindade, fiz um long set “seleção musical” mesclando vários estilos. iniciei a noite bem suave, tocando Ska, música que origino o reggae, dando seqüência com Dub, que é uma vertente eletrônica do reggae. A pista entrou em êxtase quando destinei o set para as batidas quebradas, tocando Dubstep e Breakbeat, que não falaram por si só, O Mc Gaspar “Zaficra Brazil” foi um dos convidados da noite, para interagir no meu som, ele que é conhecido também por participar em vários projetos de música eletrônica, pela sensibilidade e dinâmica de fazer freestyle “rimas de improvisos” em batidas quebras. Participou com o produtor Pedrinho (Autoloud), EMBOLEX o primeiro núcleo de VJ’s do Brasil e nas festas da TEMP Breakcore. Na Batida do Coração não foi diferente, fizemos uma parceria espontânea e deixamos o mic aberto para outros MC’s e músicos interagir com seus instrumentos. Bom foi uma das melhores festas em que já toquei, espero que vocês possam através do texto, imaginar como foi á festa, a coisa foi tão boa, que ninguém se preocupou com as fotos rs.


Texto: Carlos Negrulho
Flyer: Batida do Coração crew
Foto: Ninguém rs

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MARKY Friends ..................


Após um imerso período em jejum das noites de drum and bass, a qual andei transitando por outras festas analisando diferentes estilos de música, a fim de buscar novos elementos musicais para o meu som, na ultima segunda-feira, resolvi fazer um rolé na festa Marky Friends, projeto do Dj Marky, que nasceu em 2005, no The End, de Londres, o evento é uma celebração em que Marky convida grandes DJs do mundo todo para discotecarem juntos em uma só noite. Além da maior tende do skoll beats, o projeto Marky Friends ganha um novo espaço no Clash club em São Paulo, aonde teve mais uma das suas edição no dia 20.04.09, os convidados dessa edição foram os Djs Cable, Wes e os Mc’s Lucky e Black. Cheguei por volta das 00hs e me deparei com uma enorme que fila dava a volta no quarteirão, ao entrar na festa tive a oportunidade de ver pela primeira tocando o Dj e produtor Cable, que estava com total controle da pista, tocando sons com atmosfera profunda, acompanhada de baterias com timbres agressivos de Jungle, música que deu origem ao estilo, dando seqüência veio Marky muito aplaudido pela galera, tocando vários dubplates “músicas exclusiva”, o Dj surpreendeu o público com várias músicas com diferentes timbres sintéticos dos anos 80’s, conhecido por sons de vídeo game, que aponta para uma nova fase do drum and bass aqui no Brasil, que é considerado depois de Londres a segunda capital do estilo. A festa também foi marcada por um publico descontraído que se manteve dançando a noite inteira sem perder o pique, a festa ainda atraiu outros amantes de estilos que não fazem parte do público, e sim do time de Dj’s da cena eletrônica como: Marcio zanzi e Ronald e entre outros.

Texto: Carlos Negrulho
Fotos: Marky Friends Crew

sábado, 4 de abril de 2009

A relação entre o Hip-hop e os jovens.

RV DJ Negrulho
Góre
Rafilsk
Totó

CPDOC Fundação Tide Setubal (Centro de Pesquisa e Documentação) de São Miguel Paulista e um espaço para trocas e disseminação de informação e conhecimento. Todo o trabalho tem como foco a construção da memória local e sua relação com a cidade de São Paulo, tendo em vista os eixos: Educação e Cidadania.

No dia 28/03 realizou a terceira edição do “Encontro de Hip hop” que tem como intenção disseminar a produção local da cultura hip hop em São Miguel e no contexto da cidade, o encontro reuniu Dj’s, B-Boys, grafiteiros e Mcs de São Paulo e interior.
A realização do evento com a colaboração do artista local Fernando ''RV" que é rapper, grafiteiro e agitador cultural da nova geração do bairro, ele coopera e participa desde a primeira edição do evento como diretor artístico. Os grafiteiros foram os primeiros a colocarem a mão na massa, chegaram antes do evento por volta das 12hs para produzirem suas obras no encontro, as 17hs da tarde os DJs iniciaram a festa mostrando ao público o por que são elementos essenciais do hip hop. O evento também foi palco de encontro de gerações, pra quem não sabe São Miguel é um bairro que produz muitos eventos culturais com a iniciativa dos artistas locais, essas figuras agitam o bairro com diversos eventos que vão da música eletrônica, reggae aos campeonatos de skate. Maxwell é um dos idealizadores da React Music, que realiza eventos no estilo eletrônico, passou por lá e dize que foi impactado com a qualidade do evento, porém o que mais o chamo atenção foi o fato desse encontro reunir tantos amigos de varias gerações no mesmo ambiente em um só dia. O jovem Eduardo “Gore” diretor da CZL (Comunidade Zona Leste) Ong direcionada ao skate estava por lá e dize que sentiu o mesmo impacto que o Max ao ver todos os amigos da música, grafite e do skate em só dia, elogio a festa dizendo que reunir tantos amigos em um só dia é uma dádiva, dize também que ficou contente em ver as suas sementes dando seus frutos, pois ele é um dos pioneiros na produção de eventos culturais em São Miguel, hoje além das atividades com a ong é empresário no ramo skate wear e produto de eventos, a qual entre vários outros artistas trouxe pela primeira vez no bairro o show de Marcelo D2. Entre outras figuras perdidas no evento estava lá Rafael "Rafisk", esk8tista amador que promete em breve alcançar o nível profissional, dize que o skate e o hip hop andam de mãos dada, Jailto Severo "Totó" um dos grafiteiros mais conceituados em Sampa também comentou sobre a sua participação no evento e elogio o nível dos participantes e a qualidade do encontro.

Essa foi a terceira edição do Encontro de Hip hop que evoluiu em diversos aspectos: estrutura, divulgação e principalmente no time de artista que fizeram parte do evento que foi da música a dança ao grafite.
Texto/fotos: Carlos Negrulho.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Rockstar!!!

No último dia 16 de março, participei das gravações do primeiro vídeo clip da banda GLÓRIA, eles que estão na praça desde 2003 no cenário alternativo como banda de garagem, nesse período gravaram três CD’s demo sendo um deles profissional, a novidade é que eles acabaram de assinar com produtor musical Rick Bonadio, proprietário da Arsenal Music, a qual deixam de ser banda independente. Aguardem estréia do video clip prevista para o mês de abril na MTV.

Texto: Carlos Negrulho, Fotos make off: Luringa

III Encontro de Hip hop de São Miguel. Sáb dia 28.03


III Encontro de Hip hop de São Miguel.

Encontro que une arte e música urbana de vanguarda. O Hip hop nasceu com a finalidade de aquietar os guetos norte americanos de conflitos entre jovens de diferentes tribos, desde o seu surgimento esse movimento tem insentivado inúmeros jovens do mundo inteiro a se abster da violência e da marginalidade, os levando a ter acesso á cultura e arte.

Com a intenção de disseminar a produção local da cultura hip hop em São Miguel e no contexto da cidade, a terceira edição do encontro reunira Dj’s, B-Boys, grafiteiros e Mcs de São Paulo e interior.Também será palco para o lançamento do documentário “Guerreiras do Brasil”, dirigido por cacau Amaral e produzido por ACM.O filme mostra o encontro de 40 rappers do Brasil, em uma ilha no Rio de Janeiro, para falar sobre a questão da violência Contra Mulher.

Destaque para o DJ e produtor Negrulho, que participa do evento desde a primeira edição, sempre apresentando o que há de mais moderno na música eletrônica, seu foco é traduzir a idéia do encontro em formato musical, porém dessa vez a novidade esta no seu novo set de batidas quebradas, que vem recheado de influências de 80’s e Dub, Negrulho tem explorado esses novos estilos pouco conhecidos no Brasil: Dustep, Nu breaks, Electrostep, Nu Electro.

E entre outros convidados o evento também conta com as apresentações de: Max B.O. Emicidas e da atriz rapper Tiely QueenDia 28.03.09Sábado das 17 às 23Local: São Miguel Paulista. Local: CDC Tide Setubal (Rua Mário Dallari, 170 – Jardim São Vicente).


sábado, 24 de janeiro de 2009

Sneakers freaks




Quem é que não curte usar um belo par de tênis? Além do conforto, é bem vindo em várias ocasiões, cai bem com roupas casuais, esporte e tem quem arrisca com social. O tênis deixou de ser um calçado de uso especifico para esportes. Bom aonde eu quero chegar com essa história? Se você adora usar tênis, não consegue viver sem ele, quando passa por uma vitrine fica paquerando os diversos modelos e marcas, tem várias pares em casa, mesmo quando velho você não os joga fora e de vez em quando faz troca com os amigos entre um tênis e outro, bem vindo ao mundo dos “sneakers freaks”. Com a aonde retro do novo século, o tênis se tornou estilo de vida, fashionistas, modernos e outras tribos tornaram-se adepto dos modelos mais extravagantes, descolados, conhecidos como sneakers. Em cidades como NY, Londres, Amsterdã, Hong Kong e Tóquio, a “cultura sneaker” existe há mais de 30 anos. Os sneakers têm como habito, compra todos os modelos das marcas preferidas, trocam uns com os outros, vendem, revendem, sem esquecer de mencionar que quanto mais raro o modelo, mais caro é, e assim vão mantendo esse movimento, que a sua origem teve como influências: basquete, skate e arte de rua como hip hop e grafitti. Essa cultura tem alcançado os brasileiros, é claro que o Brasil vai levar algum tempo para alcançar o nível dos paises acima citados, porém algumas expressões dessa cultura começaram a aparecer por aqui. A cultura sneakers tem ganhado vários adeptos como: João Gordo (VJ da MTV, Ratos de Porão), DJ Zé Gonzáles (Ex Planet Hamp), Igor Cavalera (Cavalera Conspiracy e ex Sepultura), Marcelo D2 e entre outros como eu e talvez você. Saiba mais por: http://www.sneakersbr.com.br/ http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=38452373

Conheça uma parte da coleção de tênis de Marcelo D2.
Foto 2: Por Marcelo D2 da sua coleção
http://marcelod2.com.br/blog/2008/05/12/colecao/
Texto: Carlos Negrulho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Desabou



Domingo dia 19 de janeiro, entre as 18h e 19h em São Paulo, na Av: Lins de Vasconcelos “Igreja Renascer”, aconteceu incidente uma fatalidade, o teto da igreja desabou, foi abaixo com toda estrutura, segundo o povo, a massa e a imprensa: uns diziam ter sido o diabo, outros, apontaram para os cupins, outros sentiram um vento “furação”, outros terremoto, outros o fim dos tempos, os fieis crêem que foi a mão de Deus sobre o lugar e que há um propósito sobre ocorrido.
Bom, mas pra quem ficou morrendo de curiosidade em saber sobre o teto mais comentado da semana, além da posse de Barack Obama, vai ai a imagem do templo, alias aqui pra nós o teto é lindo hein rsss...


Texto:Carlos Negrulho
Foto:Karen (Renascer)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Profissão ou estilo de vida?




Fim dos anos 50 os “Sound System” Jamaicanos criam uma nova forma de entretenimento público, em Kigston, Jamaica. Os promoters, que se auto-donominavam DJs, realizavam grandes festas nas ruas centradas em torno do DJ, chamado “selector”1974 O DJ Jamaicana Kool Herc considerado o “avô da cultura hip hop” desenvolve uma técnica chamada de breakbeat, que envolveu a mistura de 2 discos idênticos para estender o segmento instrumental rítmico, ou a ruptura. Turntablism, a arte de utilizar toca-discos não apenas para tocar música, mas para criar novas músicas inicia-se nesta época.

Essa é uma das muitas histórias que deram origem a o DJ. Além de ser uma das profissões mais bem remuneradas atualmente no mundo, ser um DJ é ter um estilo de vida diferenciado, Sou Dj aproximadamente a 12 anos, comecei bem cedo, desde muito jovem eu já corria de serviços braçais não tinha habito de acorda cedo como as demais pessoas, meu sonho era trabalhar com música, porém me deparei com uma realidade dura, o Brasil não da auxilio e não investe como deveria na cultura Brasileira em seus diversos aspectos, sendo assim abri mão de algumas das minhas particularidades e de várias outras coisas que um jovem normalmente faz como: o futebol de final de semana e a brejinha gelada, pra ter mais tempo para me dedicar e realizar esse sonho.Hoje sou o primeiro ou um dos DJ Brasileiros que tem o registro da profissão na carteira de trabalho, parece engraçado mas é verdade.Ser um DJ é ir além de tocar músicas para as pessoas dançarem, ser um DJ é marca momentos, fases da vida de alguém através da música, é trazer o clima ideal para festa, é estar de acordo com a situação, é fazer a galera se divertir, é quebrar barreiras, é ir além da FM, é tendênciar, é estar em sintonia fina, com tudo que é novo, lembrando que o novo na música pode ser o velho, ser DJ é andar não contra mão, é ir além do que FM oferece, é explora o desconhecido, é trazer a novidade átona, e depois sair andando em busca de novos horizontes.Cada Dj tem o seu estilo de música e de trabalho, o meu estilo é freestyle/estilo livre, curto fazer a linha vanguarda, trago para meu djset/seleção aquilo que ainda não existe em uma festa comum, adoro criar e inseri estilos diferentes dentro das minhas batidas quebras eletrônicas.
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Atualmente trabalho com cultura, música dj/mc/produtor, moda/modelo, cinema/atuando, tv apresentando/atuando, Jornalismo cobertura/escrita.
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Texto:Carlos Negrulho
Fotos: Fefeu (Publish/Artsplastic)
DJ Negrulho vs VJ Alexis (Embolex)
Festa: Cepacol

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ufa passou.




Ufa passou rss...

2008 foi um ano muito bom, ou seja foi o melhor ano da minha vida, se eu estivesse com os olhos abertos para as circunstâncias da vida, talvez que a minha opinião sobre 2008 não seria tão otimista assim, no inicio de janeiro do ano passado, uma pessoa muito importante pra min, me disse: não temas, e por incrível que pareça, em momentos difíceis essa frase me deu encorajem a seguir em frente.
Foi o ano de conquistas e de aprendizado, muitos trabalhos, estudos, porém pouco tempo para o descanso, muitas coisas ocorreram ao mesmo tempo, minha mente foi bombardeada com muitas informações. Ufa deu tudo certo, valeu a pena sair da zona de conforto e ir para o campo de batalha, lutar para conquistar aquilo que esta dentro de coração. Paz a todos que estiveram lado a lado, vocês foram muito importantes pra min esse ano.

Em 2009 estamos ai, entendo que 09 é o ano de colher tudo que foi semeado, FELIZ 2009 a todos, família, amigos, a os que estiveram distantes, porém na mesma sintonia, a todos que curtem, apoiam e acreditam no meu trabalho, paz a todos.

Fto/Texto:
Carlos Negrulho 2009

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

É arte ou não é ?











In'quilibrio - 06 de dezembro de 2008 a 20 de janeiro de 2009.
O equilíbrio dentro do desequilíbrio,a corda bamba do acaso, a corda bamba doimproviso. Equilibrando-se a mais de uma década nas ruas, ILEGAL navega harmonicamente entre o tão conhecido “certo e errado” retratando de forma simples e direta, singela e pura a essência do real, o verdadeiro que nos mantém equilibrados.

Ilegal aproveito a oportunidade para convidar alguns amigos de longa caminhada, para acrescentar e enriquecer a exposição. A novidade é que esses brothers da velha escola vêm com uma bagagem gigantesca, eles migraram da pichação para o graffiti, que hoje é considerada dentro das artes plásticas arte de vanguarda, eles contam em um documentário produzido especialmente para exposição by: Ilega/B.O, toda a trajetória da pichação ao graffiti, abordando alguns assuntos como: qual é o propósito da pichação, quem são essas tribos, isso é arte, como surgiu, é crime?

Convidados: Cidres, Totó, Morto ( RV) , VGN, Onesto, 8° Batalhão, Turma 44, Lado B, C-Tropa, Rapto ( Tito ), Pablo.

A trilha sonora ficou por conta dos renomados Djs:

Tobé Pecine que é um dos integrantes do live p.a Body Shaker, que inclusive teve o trabalho comentado aqui no blog ‘’Meu artista do Mês’’, Fez um set exclusivo de Acid jazz, broken beats Brazucas.

Autobooze aka Dj Duracell, que fez um set bem diferente do que ele tem produzido e apresentado em seus live: electro e electro house. Dessa vez ele atacou, de batidas quebradas, mandando liquid funk, deixando um ar de lounge.

DjBrown conhecido como um dos nomes mais conceituados do break beat no Brasil, tem se destacado por participar de grandes eventos como: Máster Crew e vários outros.
Curadoria: Coletivo La Panela.
Local: Atelie M.MacoeAvenida Tirandentes, 914,centro de Guarulhos (em frente a ACM) tel: 11 2468-2263
Texto: Carlos Negrulho
Fonte: Coletivo La Panela
Fotos: Ilegal e convidados

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Artistas da 28ª Bienal de São Paulo.


Essa frase foi redigida apenas com numeros e pontos, isso nos leva a pensar em ir além da nossa capacidade de construir algo, de um lado uma maquina com as suas limitações, de outro lado uma pessoa que vai além dos das limitaões e com apenas pontos e letras, constroe uma bela obra de arte.



Rivane Neuenschwander.

Mquinas de escrever modificadas, as teclas que digitam as letras estão desativadas, somente as teclas numericas e as de pontuaçõeas estão em condição de uso, papel, alfinte, mesas de madeira e feltor. dimensões variavéis.

O que você pode fazer quando só há possibilidade de lhe dar somente com pontos e números? Hoje os governantes encherga a população como números e pontos, não conhecem o seu rosto, seu caráter e nem a sua indole, mas os números do seus documentos eles conhecem bem, você já penso na possibilidade de ser um simples numero.




Javier Peñafiel.

Essa obra embora tenha uma proposta áudio visual, o seu foco esta na palavra, sim a palavra tem poder de mudar circunstâncias do cotidiano monótono. Os tempos estão trágicos, como conviver com isso nos dias de hoje? Nessa obra o artista da algumas dicas do que fazer com o seu dia, esta caixa de palavras reflete sobre o cotidiano da cidade, não é uma proposta só para São Paulo, pode se refletir sobre qualquer cidade.
O áudio transmitido pelo fone de ouvido, emitia um som da voz alguém sussurrando e outra interpretando esses sons, que diziam as seguintes frases: quatro mãos dois volantes, conseqüências dramáticas em tempo real, a continuidade da noite, trabalhando sem repetição, riso apressado, e outras mais, todas elas referentes a um dia do calendário cotidiano.
Valeska Soares.

Esse tapete foi capa do catalogo inicial da Bienail, a artista fez uma brincadeira com a imagem, fazendo um convite a 28°Bienal.